Diretor do Simers ataca curso para assentados

"Não demora, os índios vão querer também fazer" acrescentou Grossi

Depois de nota do Sindicato Médico do RS criticando o projeto de abertura de vagas para assentados da reforma agrária no curso de Medicina da Universidade Federal de Pelotas, seu diretor de interior, Luiz Alberto Grossi, deu um passo além. 

 

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“Essas pessoas que vêm do campo, vêm não muito qualificadas para fazer Medicina”, declarou ao Diário Popular. “Então, certamente nós vamos desqualificar a profissão concordando com isso. Não demora, os índios vão querer também fazer”, acrescentou em entrevista.

 

“Isso aí é uma coisa segregada, que altera todos os critérios para ingresso na faculdade. Normalmente as pessoas que você tem na faculdade de Medicina são pessoas bem estudadas, trabalhadas, que se submetem a uma prova e ingressam.” No seu entendimento, o problema não é a falta de médicos, mas “a falta de condições para exercer a Medicina”.

 

Os ataques do Simers começaram depois que a reitoria da UFPel admitiu a possibilidade de abrir vagas no curso de Medicina para assentados e filhos de assentados, a exemplo do curso de Medicina Veterinária.

 

A universidade gaúcha já formou 139 veterinários e tem mais duas turmas em andamento. São estudantes que ingressaram na universidade pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, que atua na promoção da educação para os trabalhadores e trabalhadoras do campo.//Brasil de Fato RS


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