Após pressões, Ecosul desiste de instalar novos pedágios na BR-116

Deputado Marcus Vinícius celebrou a desistência do projeto, que previa a construção de duas praças entre Camaquã e Porto Alegre.

A Ecosul desistiu da sua proposta de prorrogar o contrato de concessão na BR-116 e BR-392, por mais dez anos, cujo conteúdo previa obras e a instalação de duas novas praças entre Camaquã e Porto Alegre. A decisão da empresa foi celebrada pelo deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (Progressistas), que desde o início se manifestava contrário, inclusive tendo realizado audiências públicas e petições para tratar sobre o assunto.

“A desistência da Ecosul, na renovação de seus contratos, é comemorada, sim, por todos nós. Na mobilização regional que realizamos, era praticamente unânime a insatisfação com empresa. Recebemos a informação com um certo sabor de vitória”, declarou Marcus Vinícius.

O diretor superintendente da Ecosul, Fabiano Medeiros, admitiu que não havia ambiente para levar a proposta adiante. De acordo com o gestor, alguns líderes empresariais entenderam a proposta, mas “alguns líderes políticos” não concordaram com o projeto da concessionária.

A Ecosul estava em tratativas para ampliar a vigência de seu contrato, que iniciou em 1998 e se estende até 2026. De acordo com plano apresentado pela concessionária, a construção de duas praças de pedágio na região serviria para obter novos recursos para subsidiar obras no Rio Grande do Sul. Porém, com a garantia de conclusão da duplicação da BR 116, com recursos públicos, bem como da certeza na abertura de uma concessão para BR 290, por parte do Ministério da Infraestrutura, o pleito inicial da Ecosul já não encontrava sentido. “Depois das mobilizações que fizeram o Governo Federal assumir o compromisso de investir no sul do estado, entendemos que o desejo da empresa não tinha mais razão de ser levado adiante. Isso sem falar na falta de amparo jurídico do que pretendiam.” sustenta o parlamentar.

No mês de julho, Marcus Vinícius esteve juntamente com o deputado Federal Afonso Hamm, na direção da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) e no Tribunal de Contas da União (TCU) buscando informações e sensibilizando os órgãos para o cumprimento da decisão da Corte de Contas que determinava a redução dos valores atualmente praticados nestas praças, bem como a indenização pelos prejuízos gerados.  Os parlamentares voltarão a se reunir com estes órgãos, durante o mês de setembro, onde esperam novas respostas acerca da mitigação dos altos custos cobrados nas cancelas instaladas nas rodovias.n/d


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