Uso de máscaras vira ato político nos EUA

Os EUA registraram a marca histórica de 40 mil casos em um só dia

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No decorrer da pandemia, o uso de máscaras faciais foi bastante politizado nos EUA, mas o aumento maciço de casos do novo coronavírus levou lideranças republicanas a demarcarem distância do presidente Donald Trump cobrando dele o exemplo. Diante do segundo pico -- o país supera os 2,5 milhões de infectados -- o vice-presidente Mike Pence tomou a dianteira e apelou aos americanos que portem máscaras, pratiquem o distanciamento social e evitem o contato com idosos.

 

Mais uma vez, Trump se isola de seus pares, recusando-se a usar a proteção facial, sob o raso pretexto de não parecer ridículo diante da imprensa. O presidente chegou ao ponto de sugerir que encara a máscara como uma declaração política contra ele.

 

Dessa forma, contrariando a orientação do Centro de Prevenção de Doenças (CDC), Trump claramente desestimula seu uso e zombou de Joe Biden quando ele apareceu em eventos públicos com máscara. O mesmo presidente que se submete a testes diários, usou cloroquina e propôs a injeção de desinfetante como forma de combate ao coronavírus encara a proteção facial como contraproducente.

 

“É uma faca de dois gumes. As pessoas tocam nelas e levam as mãos aos olhos e nariz”, justificou nunca entrevista ao “Wall Street Journal”.

 

Na sexta-feira, os EUA registraram a marca histórica de 40 mil casos em um só dia. Além de Pence, outros republicanos se distanciaram de Trump, mandando uma mensagem uníssona em defesa da utilização de máscaras.

 

Fonte: G1


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