Governo do RS estuda ajuste no distanciamento controlado

De 10 a 20 casos não notificados para cada confirmado

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O governo do Rio Grande do Sul estuda ajustes nos indicadores utilizados no modelo de Distanciamento Controlado em vigor há uma semana. Nas reuniões diárias de avaliação, a área técnica debate a necessidade de mudanças em relação principalmente a um ponto: o do critério para contabilização do número de casos confirmados, ativos e recuperados. No modelo atual, são considerados apenas os casos que tiveram resultado positivo de testes moleculares (os RT-PCR). Todos aqueles confirmados por meio de testes rápidos não entram na conta (inclusive os da pesquisa sorológica do próprio governo, liderada pela Universidade Federal de Pelotas). Se levada a efeito, a mudança, com peso para alterar a cor de pelo menos parte das bandeiras em vigor, deverá vir acompanhada de critérios que flexibilizem as margens das bandeiras atuais. Também estão sendo pesadas as implicações políticas de uma alteração neste momento.

 

Apesar de o governo não ter um levantamento sobre o quantitativo de testes aplicados até o momento no Estado, é público que a quantidade de rápidos enviados pelo Ministério da Saúde para distribuição às prefeituras é significativamente maior que a de testes moleculares. Conforme dados do próprio governo estadual, 243 mil testes rápidos encaminhados pelo Ministério da Saúde foram distribuídos aos municípios desde 13 de abril, divididos em três lotes (o último em 14 de maio). E um novo lote é aguardado. As últimas atualizações do Ministério da Saúde contabilizam a destinação de 393 mil testes rápidos ao RS.

 

Para a alteração, além dos critérios técnicos, estão sendo levadas em conta as questões políticas. Internamente, o governador Eduardo Leite (PSDB) apresenta certa resistência aos ajustes. Nas reuniões, Leite vem repetindo que não quer fazer contas “de chegada”, relaciona a possibilidade de mudanças a necessidade de pesar as pressões políticas decorrentes e externa preocupação com o efeito sobre regiões. Na prática, os ajustes confirmariam o que todos já sabem: que o RS tem significativamente mais casos do que mostram os números estaduais. A última rodada da pesquisa sorológica liderada pela UfPel indicou nove casos não notificados para cada confirmado. No planejamento do governo estadual, os cálculos incluem uma margem ainda mais elástica: de 10 a 20 não notificados para cada confirmado.

 

Fonte: Correio do Povo


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