Mariana: com a tragédia da Samarco, cidade deixou de arrecadar R$ 240 milhões

A onda de lama da Samarco ainda provoca danos à economia

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A onda de lama da Samarco que devastou vidas e cidades inteiras ainda provoca danos à economia de Mariana e de Minas Gerais. A paralisação da mineradora e de empresas ligadas a ela gera um rombo de 0,25% no PIB estadual todo ano. O maior prejudicado, em termos econômicos, é o município, que precisa lidar com o desemprego da população e o aumento da demanda por serviços públicos na área da saúde e da assistência social.

 

Desde 2015, a Prefeitura de Mariana deixou de receber R$ 240 milhões com impostos, como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). A mineradora não repassa os tributos desde 2016 porque ainda não retomou as atividades.

 

Para cortar custos, o prefeito Duarte Júnior (Cidadania), afirma que deixou de investir em obras que estavam previstas, demitiu funcionários terceirizados, entre outros cortes.

 

“Lá em Brumadinho a empresa está parada mas há doação do valor como se ela estivesse produzindo. Aqui parou de produzir e não mandou um real. Nós perdemos isso e aumentamos em 26 por cento a demanda em saúde. Houve um aumento entorno de 17 por cento de demanda de cesta básica também”, contestou.

 

A Samarco não repassa os valores alegando que a legislação brasileira não prevê essa obrigação. Além do impacto nos serviços públicos, a população sente os efeitos da tragédia no bolso. O desemprego em Mariana chegou a 28% após o rompimento, segundo a prefeitura. Esse índice hoje é de 11%. 

 

Antes do desastre, o percentual era de 6%.

 

Fonte: G1


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