Rio Grande Sul registra cinco mil novos casos de Tuberculose por ano

Número coloca o Estado na sétima posição no Brasil

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O Rio Grande Sul registra a ocorrência de cinco mil novos casos de Tuberculose por ano. O número coloca o Estado na sétima posição no Brasil em termos de incidência da doença. Além disso, o Estado possui a maior taxa de coinfecção Tuberculose/HIV do país desde o começo dos anos 2000. Mais de 10% dos casos estão na população carcerária formada por aproximadamente 45 mil pessoas.


Os dados foram divulgados pela médica pneumologista Carla Adriane Jarczewski, diretora técnica do Hospital Sanatório Partenon, que nesta terça-feira participou do 1º Encontro sobre Intersetorialidade no Cuidado à Pessoa com Tuberculose e Comorbidades: Desafios atuais realizado no auditório da instituição de saúde, em Porto Alegre. Segundo ela, a taxa de coinfecção já foi de 20% e hoje fica em torno de 15%, ou seja, dos pacientes testados com a doença uma grande parte está com HIV positivo.


A médica Aline Ale Beraldo, consultora técnica do Programa Nacional de Controle de Combate da Tuberculose do Ministério da Saúde, disse que a meta do governo federal é eliminar a doença como um problema de saúde pública até 2035. 


A Tuberculose é uma doença infecciosa com maior mortalidade no mundo, sendo um grave problema de saúde pública. Porto Alegre é a quarta capital brasileira com o maior coeficiente de incidência da doença (81,7/100 mil habitantes). Em 2018, foram 1.373 novos casos, com taxa de cura de 56% e taxa de abandono de 24%.


O Rio Grande do Sul é o Estado com maior quantidade de retratamentos da doença. Causada por uma bactéria (Bacilo de Koch) que ataca principalmente os pulmões - mas pode ocorrer em outras partes do corpo -, a doença é transmitida pelo ar. Tosse por mais de duas semanas, associada a um ou mais sintomas - transpiração excessiva à noite, cansaço, falta de apetite, emagrecimento e febre - pode configurar a doença. 


O perfil epidemiológico da doença mostra que ela atinge predominantemente pessoas com baixa escolaridade, em sua maioria homens em idade produtiva. Entre os públicos de maior vulnerabilidade estão população em situação de rua, pessoas vivendo com HIV, indígenas, população prisional e egressos e dependentes químicos.

 


Fonte: Correio do Povo


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