Fibromialgia não tem cura

Síndrome atinge 3% da população brasileira

Em entrevista à Rádio Pelotense, o vereador Toninho Peres (PSB) e a secretária da Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas, Renata Gomes, falaram sobre a necessidade de conscientizar a população em geral sobre a fibromialgia - uma síndrome que atinge pessoas de todas as idades. Por iniciativa do vereador, uma audiência pública sobre o assunto foi realizada na Câmara Municipal de Pelotas no último dia 13 de maio. 

Segundo Renata, a fibromialgia é uma síndrome neurológica que atinge articulações, músculos, tendões e outros tecidos moles. É, considerada invisível, pois, não aparece nos exames de imagem ou de sangue, por isso, costuma ser diagnosticada por descarte. Entre os sintomas estão: dores esquelético-musculares prolongadas, difusas no corpo, dores nas articulações e, em alguns casos, na pele; fadiga, sono não reparador, cansaço, distúrbios de sono, e a síndrome do intestino irritável.

O alto custo dos medicamentos para o tratamento da fibromialgia também é um agravante, principalmente para a maioria das pessoas, que não tem condições de arcar com estas despesas, que não são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde. “As pessoas acabam tendo que conviver com a dor”, diz Renata. 

 

Vereador Toninho Peres (PSB) e Renata Gomes, secretária da Associação Nacional de FibromiálgicosVereador Toninho Peres (PSB) e Renata Gomes, secretária da Associação Nacional de FibromiálgicosFoto: Carlos Machado


 
Por não existir um mapeamento, a Associação diz que há uma estimativa de que 3% da população brasileira seja afetada pela síndrome. Este percentual na população mundial chega a 5%, sendo a maioria formada por mulheres (em torno de 3% correspondendo a 90%).
 
Segundo Renata, na maioria dos casos conhecidos, a fibromialgia aparece em torno dos 30 anos de idade, embora, já existam casos onde crianças são as vítimas da síndrome, o que é uma novidade preocupante. 

Para o proponente da audiência pública, Vereador Antonio Peres, muitas pessoas sofrem por não poderem trabalhar, e não terem, por parte do INSS, o reconhecimento da síndrome. Ele alerta que é preciso chamar a atenção de órgãos como INSS e das diferentes esferas de governo federal, para dar assistência às demandas dessa parcela da sociedade que sofre com os desconfortos da síndrome.

Renata diz que os médicos mais indicados para identificar e tratar a fibromialgia são os reumatologistas e neurologistas. Que existem sim medicações indicadas para amenizar o sofrimento, no entanto, nenhuma delas garante eficácia, a reação ao medicamento varia à cada paciente. Os exercícios físicos também são indicados como paliativos. Os tratamentos psicoterapêuticos também são alternativas para evitar, por exemplo, a depressão, uma vez que, segundo Renata, a Sociedade de Reumatologia Brasileira acredita que a dor causa depressão nos pacientes.
 
A principal luta da ANFIBRO é colocar a fibromialgia no lista das doenças crônicas e incapacitantes, pra que a gente possa acessar os benefícios da previdência social e também o tratamento digno pelo SUS”, diz.

 

Reportagem: Stefanie Furtado


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