O adoecimento na área da saúde

Sindicato dos trabalhadores alerta para aumento dos casos de suicídios de Profissionais

Carga horária de cinco horas semanais, melhores condições de trabalho e posição contrária à terceirização das atividades fins são as bandeiras defendidas atualmente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Serviço de Saúde de Pelotas. Essas questões voltam à pauta por ocasião do Dia Mundial dos Trabalhadores da Saúde (12 de maio) e do Dia dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (20 de maio). “Essas datas não são para comemorar, mas para a reflexão da realidade desses profissionais”, afirmou a presidente do sindicato, Bianca D’Carla (foto), em entrevista ao Programa Cotidiano.

 

Uma luta antiga dos profissionais de enfermagem é a implantação da carga horária de 30 horas semanais. As entidades representativas das classes (enfermeiros e técnicos de enfermagem) estiveram em Brasília há dois meses para pressionar no sentido que haja a votação pela Câmara dos Deputados do projeto, que regulamenta a carga horária dos profissionais contratados pelo regime celetista. Bianca lembrou que o projeto está engavetado há 18 anos. Atualmente, os enfermeiros têm variadas cargas horárias, dependendo do turno e dia da semana – ao contrário do que ocorre com outros profissionais da área de saúde.

n/dBianca D' CarlaFoto: Caldenei Gomes

As más condições de trabalho têm contribuído para o adoecimento dos profissionais de enfermagem. Bianca D’Carla disse que há a constatação do aumento dos casos de suicídios como consequência da depressão. “Ficamos alerta devido aos casos de suicídios de profissionais, que tiveram quadro de depressão, após passarem por período de estresse”, afirmou a presidente do Sindicato. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) está realizando pesquisa sobre o suicídio de profissionais da saúde. O pedido foi feito pela Federação dos Trabalhadores em Serviço de Saúde no Rio Grande do Sul.

 

Outra preocupação é consequência da Reforma da Trabalhista, que foi aprovada em 2017. A terceirização das atividades fins e a possibilidade de contratação por RPA (Recibo de Pagamento Autônomo) permitem que profissionais estejam trabalhando com remuneração inferior ao piso salarial da categoria.

 

Autor: Caldenei Gomes


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