Estudo aborda assédio em Pelotas

Comércio e transporte coletivo foram alvos

Luiz Antônio Chies e Mariana Madruga em entrevista ao Programa Super TardeLuiz Antônio Chies e Mariana Madruga em entrevista ao Programa Super TardeFoto: Stefanie Furtado Luiz Antônio Chies e Mariana Madruga em entrevista ao Programa Super TardeLuiz Antônio Chies e Mariana Madruga em entrevista ao Programa Super TardeFoto: Stefanie Furtado
Luiz Antônio Bogo ChiesLuiz Antônio Bogo ChiesFoto: Stefanie Furtado Mariana MadrugaMariana MadrugaFoto: Stefanie Furtado

 

Em entrevista a Rádio Pelotense na tarde da sexta-feira (12/4), o professor coordenador do Grupo Interdisciplinar de Trabalhos e Estudos Criminais-Penitenciários (GITEP) do Programa de Pós-Graduação em Política Social e Direitos Humanos da Universidade Católica de Pelotas, Luiz Antônio Bogo Chies, acompanhado da advogada e pesquisadora do grupo (GITEP/GESP), Marina Madruga, divulgaram dados de pesquisas sobre assédio em Pelotas. 


O primeiro estudo aponta que 46% das trabalhadoras no comércio pelotense foram vítimas de assédio. O trabalho alcançou uma média de 80% de confiança e nele, segundo Mariana, foram identificadas algumas resistências das mulheres em participar, talvez por medo de serem identificadas, ou para assegurarem o emprego.


O segundo estudo contou com usuárias do transporte coletivo e o método utilizado foi uma pesquisa de campo, nas paradas de ônibus da cidade. Segundo Marina, a violência no transporte coletivo é frequente e, no primeiro levantamento, foi apontado que 34% das mulheres, aproximadamente, sofrem assédio no transporte coletivo. “As modalidades que foram relatadas são cantadas, comentários, são gracejos, piadas e também assédio com contato físico, com toques, esfregadas”, conta Marina. 


Segundo Chies, os dados das pesquisas servem para orientar políticas e ações estratégicas mais certeiras e a intenção dessas pesquisas é contribuir para impactar nas políticas do município. “Nós temos que ter uma política de transporte em Pelotas que não tenha, por exemplo, a superlotação a ponto de isso favorecer e mascarar a violência contra a mulher”, diz ele. 


Chies afirma ainda que falta divulgação da informação, “as mulheres precisam saber realmente e identificar bem o que é assédio e quando essa violência acontece”. 

 

A pesquisa continuará sendo realizada e o resultado será divulgado em breve. Saiba mais sobre os estudos clicando aqui .

 

Reportagem: Stefanie Furtado


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