Práticas irregulares são usuais, diz Basegio

Delação do ex-deputado estadual Diógenes Luís Basegio

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Em um despacho datado dessa segunda-feira (12), a 10ª Vara Criminal em Porto Alegre acolheu pedido do Ministério Público (MP) e manteve o sigilo sobre o conteúdo da delação do ex-deputado estadual Diógenes Luís Basegio (PDT). Na mesma decisão, foi mantido o sigilo sobre a delação de Alvaro Luis Ambros, que atuou como assessor parlamentar no gabinete de Basegio. 

 

A manutenção do sigilo afasta, por enquanto, a publicidade sobre nomes envolvidos, mas não deixa de ser um problema para a Assembleia Legislativa. Diretamente, Basegio teria apontado irregularidades cometidas por outros quatro parlamentares. Em função disso, novas investigações estão em curso. 

 

Metade das páginas da parte do acordo em que o ex-pedetista faz seu relato por escrito estão tarjadas. Além da indicação direta de colegas, em alguns trechos da delação, ele também lança acusações sobre o Legislativo como um todo.

 

Basegio informa em seu depoimento ter plena ciência de que muitas ilegalidades ocorreram em seu mandato parlamentar. Segundo ele, na Assembleia, há anos existe uma sistemática ilegal de troca de cargos, deficiências intencionais no controle da frequência dos funcionários, repasses de parte dos salários de cargos de confiança aos gabinetes, recurso ao pagamento de diárias inidôneas, assim como a falsidade no controle da quilometragem de veículos.

 

Em outra parte do depoimento, Basegio afirma que as irregularidades são de conhecimento geral.

 

Fonte: Correio do Povo


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