MST reduz invasões em 83% e mira em prédios públicos

Movimento dos Sem Terra mudou o foco de sua atuação

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O Movimento dos Sem Terra (MST) mudou o foco de sua atuação e, da explosão de invasões de propriedades rurais, no auge da pressão fundiária, nos anos 1990, passou a concentrar suas ações em mobilizações em áreas urbanas, com, por exemplo, ocupações de prédios públicos. A estratégia agora é buscar apoio da população para bandeiras que, na avaliação dos líderes, têm apelo na opinião pública, como o combate ao desemprego e à corrupção, a oposição à política agrária do governo Michel Temer e as críticas às reformas trabalhista e da Previdência.

 

O número de invasões de propriedades rurais caiu 83% se comparado com o registrado há 20 anos. Em 1997, foram 502 ocupações, ante 83 no ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

 

A tomada de prédios públicos – como as recentes ocupações do Ministério da Fazenda, e das sedes da Cemig e do Incra –, pedágios, estradas e ferrovias subiu de 87 ações no ano passado, entre janeiro e outubro, para 126 neste ano, no mesmo período, como forma de pressionar pelas “novas” pautas do MST e para se opor à Lei 13.465/2017 – apresentada pelo governo Temer ao Congresso como a Medida Provisória 759/2016 – que trata do Programa Nacional de Regularização Fundiária.

 

O dirigente nacional do MST Alexandre Conceição afirmou que o aumento no número de ocupações de prédios públicos, marchas e bloqueios de rodovias se deu em razão dos contingenciamentos de verbas para a reforma agrária e da pauta econômica do atual governo.

 

Fonte: Correio do Povo


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